Autoridades de saúde da Índia confirmaram ao menos cinco casos de infecção pelo vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, no leste do país. O registro reacendeu o alerta sanitário nas últimas semanas, devido ao alto potencial de letalidade do vírus e à inexistência de vacina ou tratamento específico para a doença.
O vírus Nipah é classificado como um patógeno zoonótico, ou seja, é transmitido de animais para humanos. Seu principal reservatório natural são os morcegos frugívoros, que podem contaminar pessoas direta ou indiretamente, por meio do consumo de alimentos infectados, como frutas ou seiva de palmeira. Em determinadas situações, também pode ocorrer transmissão entre humanos, sobretudo em ambientes hospitalares, durante o contato próximo com pacientes infectados.
Os primeiros sintomas da infecção costumam ser inespecíficos e semelhantes aos de outras doenças virais, incluindo febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e mal-estar geral. No entanto, o quadro pode evoluir rapidamente para encefalite aguda, inflamação cerebral grave, convulsões, dificuldades respiratórias e, em muitos casos, levar à morte. Em surtos anteriores registrados na Ásia, a taxa de letalidade variou entre 40% e 75%, segundo dados de organismos internacionais de saúde.
Diante da confirmação dos novos casos, autoridades indianas intensificaram as medidas de contenção, com isolamento de pacientes, rastreamento de contatos e monitoramento de profissionais de saúde que tiveram exposição direta. Hospitais da região reforçaram protocolos de biossegurança, enquanto equipes epidemiológicas seguem investigando a origem exata da contaminação.
O reaparecimento do vírus também mobilizou países vizinhos e organizações internacionais. Na Ásia, governos ampliaram a triagem de passageiros em aeroportos, especialmente em voos provenientes de áreas afetadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o cenário e mantém o Nipah na lista de vírus prioritários com potencial epidêmico, justamente por sua alta letalidade e ausência de terapias específicas.
Especialistas avaliam que, no cenário atual, o risco de o vírus Nipah chegar ao Brasil é considerado baixo. Isso se deve principalmente ao fato de que o vírus não apresenta transmissão sustentada e ampla entre humanos, além de estar historicamente restrito a regiões específicas do Sul e Sudeste Asiático, como Índia, Bangladesh, Malásia e Indonésia.
Ainda assim, infectologistas ressaltam que, em um mundo marcado por intensa circulação internacional de pessoas, nenhuma possibilidade pode ser completamente descartada. Casos importados, embora improváveis, são monitorados por sistemas de vigilância epidemiológica, que atuam na identificação precoce de sintomas e no isolamento de suspeitos.
Autoridades de saúde brasileiras acompanham a situação por meio de alertas internacionais e reforçam que medidas como controle em portos e aeroportos, protocolos hospitalares e comunicação rápida entre países são fundamentais para reduzir riscos.
Enquanto o surto segue sob investigação na Índia, especialistas reforçam que a prevenção, o monitoramento constante e a cooperação global são as principais ferramentas para conter doenças emergentes e evitar que surtos localizados se transformem em ameaças globais.
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